A cidade de Salvador desde os primórdios foi
planejada de forma estratégica em dois aspectos: guerras e comércio. A
geografia natural dela propiciou que ela fosse palco de batalhas históricas por
nações que tinham o desejo de conquista-la para satisfazerem seus planos
comerciais, político e religiosos. Por ser passagem obrigatória da maioria das
embarcações oriundas do oriente e do ocidente, Salvador também se tornou grande
centro cultural onde tudo que era trazido no que tange à diversidade foi se
acumulando, se transformando, até tornar- se esse misto de ritos, costumes,
tradições que são vivenciados até os nossos dias. Uma região de forte
contribuição para o surgimento de diversos bairros foi a área do Cabula onde
antigamente recebia o nome de Estrada das Boiadas. Essa estrada foi de suma importância no passado
para a movimentação da economia agrícola e agropecuária; por ser rota de
pessoas acabou se formando paradas, pequenos comerciantes aproveitavam a
frequência de transeuntes para instalar suas vendas para obterem lucro para se
sustentarem.
CENTRO
ADMINISTRATIVO DA BAHIA
Não
tem como escrever sobre o bairro de Nova Sussuarana sem fazer um breve passeio
sobre o mais conhecido complexo público da Bahia- CAB ( Centro Administrativo
da Bahia). Ele é um complexo recente, datado do ano de 1972 onde se tinha por
governador Antônio Carlos Magalhães. Localiza-se entre o bairro de Sussuarana e
entre a Avenida Luís Viana (Paralela), cercado por vestígios da Mata Atlântica
(poucos vestígios visto que as obras à medida que vão se estendendo vão
destruindo o lindo verde que predominava há alguns anos atrás). O bairro de
Nova Sussuarana localiza-se aos fundos do Centro Administrativo, onde órgãos
como o Fórum Teixeira de Freitas (Tribunal de Justiça), Incra, Dnocs, fazem
divisa com uma região do bairro chamada “Pistão” que ainda faz parte de Nova
Sussuarana. A invasão denominada de “Portelinha” fica encostada aos muros do
Incra e do Dnocs e também faz parte (de certa forma) de Nova Sussuarana. Houve
tentativas de acabar com essa invasão, porém, a resistência da população contra
às propostas do governo fez com que eles se mantivessem na localidade até hoje.